segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Residentes em Casas de Repouso: Idosos no Brasil

Idosos no Brasil

O Brasil é um dos maiores países do mundo pela sua extensão territorial, equivalente a alguns continentes. Por um lado, essa vantagem pode ser considerada um fator favorável ao bom desenvolvimento. Todavia, também temos problemas graves, que precisam ser equacionados para beneficiar sua população. A saúde é o item mais importante e necessário, a despeito das grandes distâncias, com rios e estradas que têm milhares de quilômetros de extensão.

A Organização Mundial de Saúde define: “a saúde é o bem estar físico, mental e social é, não somente a ausência de doenças. A saúde é o bem mais importante de qualquer ser humano”. A nossa constituição determina: “A saúde é um direito de todos e um dever do Estado”. Por sua vez, o Estatuto do Idoso é categórico:“cabe ao Estado assegurar a atenção integral à saúde do idoso por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS”.

Como se vê, desde a ONU, a Constituição Brasileira de outubro de1988 e o Estatuto do Idoso versam e insistem na absoluta necessidade de oferecer uma atendimento completo de saúde aos mais de 200 milhões de brasileiros. Atualmente a população idosa brasileira é de cerca de dois milhões de pessoas, 11% da população. Desse total 200.000 apresentam várias dependências e fragilidades. Pois bem, dentro desse ultimo contingente, há pelo menos, na melhor das hipóteses, vinte mil que estão permanentemente acamados, impossibilitados de se movimentar por várias causas. Suas famílias, principalmente as de classe mais pobre, não têm recursos ou conhecimentos para tentar minorar o sofrimento de seu ente querido.

É um acidente (uma condição inesperada) que deixa a família desesperada, apavorada, não sabendo a quem recorrer. Algumas acabam colocando seu idoso em um asilo ou casa de repouso, sendo gratuitos, não possuem nenhuma condição de prestar qualquer tipo de cuidado a seus internados. Excluídos do convívio familiar, vivendo em um ambiente completamente estranho, sem conhecer ninguém, ele vive isolado, esquecido, completamente abandonado.

Para os idosos internados, só a morte é a única possibilidade de acabar com seu sofrimento, é esperada com ansiedade, já que não há a mínima possibilidade de sobreviver. Equivale a um verdadeiro martírio, cruel, desumano e muito lento. Triste fim, para quem lutou, trabalhou e deu seu quinhão para o sustento da família.

Essas casas de repouso, 90% clandestinas, funcionam em bairros da periferia e quando fiscalizadas pela Vigilância Sanitária recebem uma intimação para procederem a grandes mudanças na sua forma de funcionar. A Vigilância Sanitária não fecha o estabelecimento porque não tem onde colocar os idosos internados. Na semana seguinte a casa é mudada para outro bairro ou local distante da anterior.

Essas rápidas pinceladas ainda não demonstram a extensão e a gravidade da situação. É preciso, a partir da abundante legislação pertinente, pesquisar, nos detalhes, no campo e nas cidades como está sendo realmente a aplicação dessas diretrizes. Elas não podem ser letra morta, com regras e medidas que ainda esperam a sua efetiva aplicação. Infelizmente, é isso que está acontecendo.

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